O
Partido da Humanista da Solidariedade - PHS,
sucedâneo
do Partido da Solidariedade Nacional - PSN, do PHD
Brasil Solidariedade e do Partido do Solidarismo
Libertador - PSL, tem suas raízes
ainda na década de 60, quando algumas
das suas mais expressivas lideranças tiveram contato com o Pe. Fernando
Bastos de Ávila que, na ocasião, publicou os
livros "Neo-Capitalismo, Socialismo, Solidarismo" e "Solidarismo".
Já naquela época, muitos companheiros sonharam
em criar um partido solidarista para dar curso às idéias
apresentadas naqueles livros, criando uma opção
partidária para aqueles que não se conformavam
com a inércia dos partidos então existentes frente às
iniqüidades que perduram até hoje.
Em
1986, imaginando que fosse possível fazer política
solidarista em alguma agremiação já existente, Philippe
Guedon ingressou no Partido Social Cristão - PSC, onde
assumiu a direção do setor de Formação
Política. Naquela época, o PSC era animado
por um grupo de sólida formação solidarista
- Philippe (RJ), Carlos Eurico de Camargo Alves (GO), Luiz
Cláudio Barbosa de Oliveira (DF), Tarcísio Leite
e Francisco Caminha (CE), Vasco Neto (BA), Eliane e Raimundão,
Salim e Cecília Duarte (MG). Em 1989, por iniciativa
do grupo solidarista, o PSC decidiu lançar a candidatura
de Vasco Neto à Presidência da República. Por
iniciativa de Félix Rivera, o PSC começa a programar
uma retumbante solenidade de lançamento da candidatura
de Vasco Neto com a presença de importantes personalidades
como o Sr. Vinício Cerezo, então presidente da
Guatemala, Sr. Eduardo Fernandez, então presidente
da IDC, Sr. Patrício Aylwin, então candidato
a presidência do Chile.
Os
interesses pessoais, no entanto, falaram mais alto e o grupo
solidarista descobriu ser impossível fazer política
no PSC. Enquanto os solidaristas programavam o lançamento
de Vasco Neto, o Sr. Victor Nósseis negociou
o apoio do PSC ao então candidato Fernando Collor de Mello, renegando
a tese da candidatura própria. Diante
do achincalhe, os
solidaristas deixaram o PSC.
Convencidos
da necessidade de estruturar uma agremiação verdadeiramente
empenhada em conduzir a bandeira da Doutrina Social Cristã e
do Solidarismo, foi feita uma primeira tentativa de organização
de um partido solidarista. Durante os anos de 1990 a 1992,
os solidaristas empenharam-se em montar o antigo Partido
do Solidarismo Libertadores - PSL. E, mesmo tendo realizado
sua Convenção Nacional por convocação
de nove Diretórios Regionais, conforme exigência
da antiga Lei Orgânica dos Partidos Políticos, sua
pretensão foi negada pelo TSE após dez longos meses
de batalhas jurídicas, sob a alegação
de descumprimento do prazo legal (o que contestamos até hoje
...).
Durante
o período que vai do final de 1992 até o final
de 1993, os solidaristas permaneceram “na moita”. Em
dezembro de 1993, Philippe Guedon iniciou a reorganização
do antigo grupo e publicou o primeiro número do
Boletim do Partido Solidarista. Naquela época, o grande
grupo estava disperso e só contava com seis integrantes:
Ronaldo Barbosa, Solange da Cruz Mendes, Vasco Neto, Alexandre
Santos, Lúcia Guedon e o próprio Philippe
Guedon.
A
convocação aos solidaristas dispersos funcionou
como um toque de reunir e, já em janeiro de 1994,
o grupo tinha sido ampliado para 36 companheiros, a
maioria de Pernambuco. O ano de 1994 foi dedicado ao
reagrupamento dos solidaristas.
De 04 a 06 de
junho de 1995, no Recanto Nossa Senhora da Boa Viagem,
em Santa Luzia, Belo Horizonte-MG, houve uma
reunião
histórica dos solidaristas brasileiros, na
qual foi decidida a retomada da caminhada para construção
de um partido solidarista. Entre as decisões
tomadas, estava a de que a nova agremiação seria chamada
de PSN - Partido Solidarista Nacional. E, com a presidência
nacional de Philippe Guedon, solidaristas representantes
dos Estados de Rondônia, Ceará, Pernambuco, Alagoas,
Paraíba, Bahia, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás,
Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Paraná, solicitaram
o registro do novo partido no TSE.
Em
19 de setembro de 1995, um dia
antes da publicação
da Lei 9096/95 (nova lei dos partidos políticos),
o TSE concedeu o registro provisório
ao PSN - Partido Solidarista Nacional.
O PSN, assim, nasceu oficialmente em
meio a um certo desencontro das leis
que regem a criação
e funcionamento dos partidos.
Durante
o final de 1995 e grande parte de 1996, os solidaristas se dedicaram
a tarefa de cumprir as exigências legais para transformar
o seu registro provisório em definitivo. Por conta do
emaranhado legal, que misturava a antiga e a nova lei partidária,
os solidaristas iniciaram colhendo assinaturas com a ambiciosa
meta de reunir a aprovação de 250.000 simpatizantes
em todo o país.
Uma
nova interpretação da legislação
aplicável ao caso do PSN, levou ao abandono dessa tarefa. Para
conseguir seu registro definitivo, o Partido Solidarista Nacional
precisava demonstrar sua presença nacional segundo
as exigências da velha lei. Os solidaristas, então,
voltaram-se para a realização de convenções
municipais e regionais de modo a cumprir a legislação.
O
trabalho valeu à pena. Em 14 de setembro de 1996,
antes do término do prazo legal, o PSN realizou
sua Convenção Nacional, em Brasília,
convocada por Diretórios Regionais eleitos em Convenções
Regionais realizadas em 13 estados. Estiveram representados na
Convenção Nacional os solidaristas de Roraima,
Rondônia, Amapá, Ceará, Pernambuco, Alagoas,
Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Distrito
Federal, Mato Grosso do Sul e Paraná.
No
dia 16 de setembro de 1996, sem perder tempo,
os solidaristas brasileiros deram entrada da documentação
completa da Convenção do PSN no TSE.
Com
toda a trabalheira para organizar o PSN em todo o país,
alguns companheiros ainda encontraram tempo para disputar as
eleições municipais de 03 de outubro de 1996. Naquele
pleito, o jovem PSN conseguiu alcançar a 19ª maior
votação entre os partidos que atuam no país,
elegendo os prefeitos de Palmeira dos Índios, em Alagoas,
e de Manhuaçu, em Minas Gerais, além de uma expressiva
bancada nas Câmaras Municipais de Fortaleza-CE, Vitória-ES,
Manhuaçu-MG e outras importantes cidades.
Em
memorável seção, realizada na noite do
dia 20 de março de 1997, o TSE aprovou a concessão do
registro definitivo ao PSN por unanimidade. A
conquista do registro definitivo do PSN coroa o esforço de quase
dez anos dos solidaristas brasileiros, liderados por Philippe
Guedon, para criar uma agremiação partidária
capaz de abrigar todos os seguidores da Doutrina Social Cristã.
Para conquistar seu registro definitivo, o PSN cumpriu todos
os requisitos legais, realizando sua Convenção
Nacional em 14 de setembro de 1996, convocada por Diretórios
Regionais eleitos em Convenções Regionais ocorridas
em 13 estados. Estiveram representados na Convenção
Nacional os solidaristas de Roraima, Rondônia, Amapá,
Ceará, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Espírito Santo,
Rio de Janeiro, Minas Gerais, Distrito Federal, Mato Grosso
do Sul e Paraná. Passada essa fase inicial, de formalização
da sua existência jurídica, o PSN pretende debruçar-se
sobre a consolidação dos seus documentos
básicos, promovendo uma ampla revisão do seu
Estatuto e Programa, e nos preparativos para a grande
disputa eleitoral do próximo ano, na qual disputará em
todos os níveis apresentando, inclusive, candidatura
própria para a Presidência da República.
Na
Convenção Nacional, realizada no dia 24 de
agosto de 1997, em Brasília, os delegados solidaristas decidiram
alterar o nome do PSN. E, assim, de Partido Solidarista
Nacional, o PSN passou a se chamar Partido da Solidariedade
Nacional.
Na
sua Convenção Nacional de 05 de junho de 1999,
realizada em Brasília, os solidaristas resolveram
aperfeiçoar o Estatuto do PSN, introduzindo algumas modificações.
Na
Convenção Nacional de 29 de agosto de 1999,
os solidaristas do PSN receberam os humanistas do PHDB – Partido
Humanista Democrático do Brasil, que não
tinha ainda registro definitivo, e o PSN passou a denominar-se
PHD Brasil Solidariedade, nome que durou até a
Convenção realizada em 9 de janeiro de
2000, quando o partido formalizou a denominação
de PARTIDO HUMANISTA DA SOLIDARIEDADE - PHS 31.
Em 31
de maio de 2000, finalmente, o TSE aprovou e
publicou a alteração do nome do PHS – PARTIDO HUMANISTA
DA SOLIDARIEDADE, com o número 31.
Ouse ! Crie coragem ! Tenha fé ! Acredite.
A mudança é possível !